sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Jackie e Isabel não têm nada em comum: uma é a mãe ideal, a outra está tentando ser algum tipo de mãe, até que as circunstâncias as forçam a dividir uma família e colocar de lado a hostilidade mútua, pelo bem de duas crianças.

Elas descobrem o quanto é importante a vida, o amor e os laços que as unem em Lado a Lado, um filme real sobre a vida, com todas as lágrimas e gargalhadas das famílias de verdade.

Chris Columbus, diretor de Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire) e Esqueceram de Mim (Home Alone), traz para o público um filme comovente, estrelado por ****Julia Roberts, ****Susan Sarandon e Ed Harris e que retrata as alegrias e os desafios da vida familiar nos anos 90. Julia Roberts interpreta Isabel, uma fotógrafa de moda ligada à carreira, que se vê forçada a assumir o papel indesejado de madrasta dos dois filhos de seu namorado Luke (Ed Harris); Anna (Jenna Malone), de 12 anos, e Ben (Liam Aiken), de sete anos. Tanto Isabel quanto as crianças amam Luke, mas não se gostam.

Quando Jackie (Susan Sarandon), a mãe natural e supermãe, se ofende com a intrusão de Isabel, dá-se o conflito, algumas vezes cômico, mas sempre complexo, típico do relacionamento entre pais, padrastos, enteados, noivas, ex-mulheres e afins.

Lado a Lado fala sobretudo de duas mulheres muitos fortes e independentes, mas totalmente diferentes, que encontram uma maneira de se entender. Quando Jackie descobre que está com uma doença fatal e o relacionamento entre Isabel e Luke fica mais sério, as duas entendem que devem deixar de lado suas diferenças para salvar a família. As questões não têm respostas fáceis: Como manter uma família unida quando a pessoa que sempre foi o alicerce, o centro mais sólido desta unidade, fica doente? Outra pessoa pode assumir seu lugar?Eventualmente as duas mulheres encontram mais do que pontos em comum: elas descobrem como celebrar a vida ao máximo, enquanto têm oportunidade.Lado a Lado foi produzido em associação com a Wendy Finerman Productions e a 1492 Pictures de Columbus. Wendy Finerman, Columbus, Mark Radcliffe e Michael Barnathan são os produtores. Patrick McCornick, Ron Bass, Margaret French Issac, Julia Roberts, Susan Sarandon e Pliny Porter são os produtores executivos. A história é de Gigi Levangie, também responsável pelo roteiro, Jassie Nelson, Steven Rogers, Karen Leigh Hopkins e Ron Bass.Lado a Lado apresenta Jena Malone e Liam Aiken. O diretor de fotografia é Donald M. McAlpine; Stuart Wurtzel é o desenhista de produção; Joseph R. Aulisi o figurinista. A montagem é do premiado Neil Travis e a música é de John Williams, várias vezes vencedor do prêmio da Academia.

Sobre a Produção

O roteiro original de Lado a Lado foi apresentado, pela primeira vez, à produtora Wendy Finerman, vencedora do prêmio da Academia com Forrest Gump - O Contador de Histórias (Forrest Gump), por Margaret French Isaac, que era a chefe de desenvolvimento da Wendy Finerman Productions."O roteiro foi escrito por Gigi Levangie, uma jovem que baseou sua narrativa na própria experiência com pais substitutos", conta Finerman. "Eu achei maravilhoso. Foi um trabalho sobre coisas reais, assuntos que pais, crianças e famílias enfrentam hoje em dia. Achei que seria um filme genial. Apresentamos o roteiro à Amy Baer, na Columbia TriStar, e a convencemos a nos dar a opção de desenvolvimento.""Um dos aspectos do roteiro que me atraiu, além da situação central da esposa n.º 1 detestar a mulher que está prestes a se tornar a esposa n.º 2 e vice-versa, e das crianças divididas entre duas casas, foi que havia dois papéis maravilhosos para duas protagonistas. Eu tinha um forte palpite de quem deveriam ser estas atrizes."Por coincidência, a agente de Julia Roberts, Elaine Goldsmith Thomas, e Pliny Porter, que é diretora de sua companhia produtora, já haviam preparado um rascunho do roteiro e enviado a Julia e Susan.

Mesmo precisando de alguns ajustes, as duas atrizes acharam que finalmente haviam encontrado um roteiro no qual poderiam trabalhar. Goldsmith Thomas ligou para Finerman e pediu que incluísse imediatamente Julia e Susan no projeto e permitisse que as duas desenvolvessem o roteiro e fossem produtoras executivas com Porter. Finerman concordou prontamente com a idéia, assim como a Sony, e um acordo foi fechado entre os quatro. A primeira reunião oficial aconteceu logo depois. "Eu me lembro claramente", diz a produtora. "Foi um dia depois de Susan ganhar o Oscar de melhor atriz com Os Últimos Passos de Um Homem (Dead Man Walking), e nós fomos almoçar no Four Seasons. Susan e Julia já tinham lido o roteiro e estavam entusiasmadas. Ambas têm fortes laços com a família e amaram a história. Susan tem três filhos e Julia é muito ligada às crianças de sua família. Elas adoraram a história, era perfeita para elas.

A única pergunta sem resposta era: quem seria o diretor?Finerman sempre pensou em Chris Columbus. "Eu lembrei dos filmes de Chris, principalmente de Uma Babá Quase Perfeita", diz Finerman, "porque lidava com assuntos da família contemporânea e com o divórcio. Naquele filme, Chris foi capaz de tratar um tema difícil com humanidade e pungência, então enviei o roteiro para ele."

Mas nem tudo saiu como planejado.

"Minha mãe tinha morrido de câncer poucos meses antes de receber o roteiro", diz Columbus. "Quando soube do assunto, não fiquei interessado em ler o material. Emocionalmente, não estava pronto para isso. Então passei o roteiro para frente sem ler uma única linha."Finerman não desanimou, só deu uma parada temporária e logo concentrou-se em melhorar o roteiro. Mesmo tendo passado por várias revisões, ela queria que ficasse perfeito.

Nesta época, o escritor Ron Bass, ganhador do Oscar, reescreveu o roteiro, aproveitando várias sugestões das duas atrizes. As atrizes tinham sentimentos fortes por seus personagens. Susan Sarandon, que construiu uma reputação ao interpretar mulheres fortes e independentes, diz que se sentiu muito próxima da personagem Jackie, uma ex-editora de livros que se transforma na mãe perfeita de subúrbio e que dá valor ao bem-estar de seus filhos, acima de qualquer outra coisa. "Achei Jackie muito atrativa. Em uma de suas brigas com Isabel, ela explica como se sente criando os filhos, fala que isso envolve ensinar suas crianças a fazer as coisas certas, a seguir seus próprios caminhos, a saber quem são. E ela explica a Isabel como é difícil fazer isso, porque como mãe você sabe perfeitamente que cada decisão que toma com suas crianças moldará o tipo de pessoa que elas serão. Cada pai e mãe que assistir ao filme poderá entender isso."Julia Roberts, que não tem filhos, se identificou com o papel que ia fazer já que Isabel tem uma situação que corresponde de muitas formas com a da atriz."Isabel diz que nunca quis ser mãe e de repente se vê lutando para assumir o papel de mãe postiça, uma substituta indesejada, por causa do relacionamento com seu namorado Luke. Com a idade que tem, ela está mais interessada na sua carreira do que em criar uma família, e eu entendo isso. Além disso, Jackie é uma mãe perfeita, ao passo que Isabel só pode conseguir um sofrível segundo lugar. Isso é um conflito adicional para ela, uma coisa difícil, devido as suas prioridades e a sua personalidade. O que é genial neste projeto é que nenhum personagem é totalmente bom ou totalmente mau. Há várias facetas em ambos os papéis e são estas facetas que geram mais conflitos."Quando Bass terminou o roteiro final e todos estavam felizes com o resultado, Finerman decidiu submetê-lo novamente a Columbus, esperando que desta vez ele concordasse em dirigi-lo."Muitos meses se passaram desde que li o primeiro rascunho de Lado a Lado. Durante este tempo acho que devo ter lido uns 200 roteiros procurando algum que pudesse fazer, mas nada que li significou alguma coisa para mim", diz o diretor. "Tudo parecia insosso, sem inspiração. Então quando o roteiro voltou depois de reescrito, pensei, Por que não dar uma olhada? Eu li e era maravilhoso, incrivelmente comovente, com personagens honestos e complexos e um aguçado senso de humor."Também fiquei entusiasmado com a perspectiva de trabalhar com Julia e Susan e com a oportunidade de fazer um filme que me tocaria pessoalmente, como se fosse um tributo a minha mãe."Depois que Columbus aceitou fazer parte do time e foi tomada a decisão de filmar a história na cidade de Nova York, onde Roberts e Sarandon moram, as coisas andaram rápido.

Os associados de Columbus em sua companhia, a 1492 Pictures, Mark Radcliffe e Michael Barnathan, uniram-se a Columbus e Finerman como produtores, e para selar o comprometimento de todos com o projeto, Susan Sarandon, Julia Roberts, Margaret French Issac, Ron Bass e Pliny Porter, que administram a companhia produtora de Julia, tornaram-se produtores executivos. Patrick McCormick, a quem Finerman chama de um dos melhores produtores executivos de Nova York, foi também produtor executivo. Com McCormick responsável pela operação, a pré-produção foi iniciada.O próximo passo foi escolher os atores para os papéis centrais ainda em aberto: o ex-marido de Jackie, Luke, e seus dois filhos, Anna, de 12 anos e Ben, de 7 anos."Enquanto trabalhava no roteiro reescrito pelo diretor, eu só podia imaginar uma pessoa no papel de Luke: Ed Harris", diz Columbus. "Ed transmite uma honestidade, uma realidade a cada personagem que interpreta. Ter Ed no filme criaria a ponte perfeita entre Susan e Julia, um elemento da realidade, no qual o público pudesse acreditar que há um relacionamento com Julia e que houve uma história no passado com Susan."Harris ficou lisonjeado e adorou trabalhar com Columbus, Finerman, Barnathan e Radcliffe. Ficou agradecido pela oportunidade de fazer um filme com estrelas glamourosas e de tanto sucesso."Um homem entre Susan Sarandon e Julia Roberts? Pode imaginar," diz Harry rindo. "O cara tem muita sorte."Os papéis dos filhos de Jackie também foram escolhidos para alegria e satisfação do cineasta: a jovem Jena Malone, aclamada pela crítica por sua atuação em Contato (Contact), de Robert Zemeckis, interpretando Jodie Foster quando criança, e no filme de televisão, dirigido por Anjelica Houston, Marcas do Silêncio (Bastard Out of Carolina) e Liam Aiken, um adorável ator mirim que já havia trabalhado na Broadway, na remontagem de Henrik Ibsen, A Doll’s House."Jena foi a única atriz que fez teste para o papel. Goldsmith Thomas havia visto alguns trabalhos anteriores de Jena e imediatamente sugeriu seu nome a Columbus. De acordo com Finerman, "Assim que nos reunimos com Jena sabíamos que ela seria perfeita.""Jena é uma atriz de enorme talento. Tem um nível de inteligência e maturidade em sua atuação que é surpreendente para alguém de sua idade", diz Columbus. "Com a maior parte das crianças que tem experiência profissional vemos um exagero, uma qualidade teatral em suas interpretações. Não em Jena. Ela vai além, é muito real, cada vez que fica em frente da câmera."A escolha do irmão menor de Anna, Ben, deu mais trabalho. "Fizemos teste com várias crianças", diz o produtor Michael Barnathan, "e nenhuma parecia apropriada. Então, de repente, nossa diretora de elenco Ellen Lewis disse que tinha encontrado Liam Aiken, que aos sete anos de idade já havia estado na Broadway e também já havia atuado em dois filmes pequenos."No instante em que o vimos sabíamos que nossa busca tinha chegado ao fim", comenta Columbus. "Liam era adorável. Travesso, engraçado, esperto. E, o mais importante, real. A leitura que fez da cena final do filme foi maravilhosa. Tínhamos o nosso Ben."Agora que os papéis já estavam escolhidos, os produtores contrataram para a equipe técnica alguns dos mais talentosos e melhores artistas dos dias de hoje. Um deles foi o diretor de fotografia Don McAlpine, que fez a fotografia de Uma Babá Quase Perfeita e Nove Meses, para Chris Columbus, e que tem entre seus créditos recentes Romeu e Julieta (Romeo and Juliet), de William Shakespeare e No Limite (The Edge).O desenhista de produção, Stuart Wurtzel, foi indicado ao Oscar com o filme Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters). Entre seus outros filmes estão: A Sombra e a Escuridão (The Ghost and the Darkness), A Rosa Púrpura do Cairo (Purple Rose of Cairo) e Hair (Hair).

O figurinista Joseph Aulisi tem entre seus créditos o lançamento de 1998, Twilight, assim como Duro de Matar - A Vingança (Die Hard With A Vengeance) e Um Casal Mais que Perfeito (Nobody’s Fool).O montador de Lado a Lado, vencedor do prêmio da Academia, Neil Travis, foi premiado com Dança com Lobos (Dance With Wolves). Seus créditos na televisão inclui Roots e no cinema, Jogos Patrióticos (Patriot Games), Perigo Real e Imediato (Clear and Present Danger) e Epidemia (Outbreak).Columbus ensaiou durante duas semanas com o elenco, uma experiência que descreve como produtiva e esclarecedora, antes de começar a fotografia principal, na última semana de setembro de 1997."O período de ensaio funcionou como uma análise do roteiro, um processo de amarrar o material, se livrar do excesso de gordura. Nós seguimos uma regra durante os ensaios: manter a realidade. Queríamos que os diálogos fossem honestos e naturais e fomos firmes em cada aspecto do roteiro. Foram sem dúvida as duas semanas mais difíceis e produtivas do processo de produção. Quando chegou a hora de filmar estávamos incrivelmente bem preparados."Columbus acredita que o processo de ensaio trouxe outros benefícios também."Acho que ajudou aos atores a imergirem em todos os aspectos da vida de seus personagens. Mais do que isso, tivemos a oportunidade de esclarecer e absorver os temas subliminares do filme, não só de forma teórica, mas em termos humanos e pessoais.

Questões como: Como continuar a viver quando uma das pessoas mais importantes de sua vida, senão a mais importante, fica seriamente doente? Como continuar a acordar a cada manhã e suportar o fato de ter que seguir em frente e lidar com tudo sozinho, sabendo que aquela pessoa não estará mais lá? O tema central, vem do ponto de vista das crianças e tem a ver com a transferência de amor. É possível transferir o amor e a necessidade dos pais para outra pessoa? E da perspectiva dos adultos, em termos do que a personagem de Julia, descobre sobre a personagem de Susan: terá ela recebido conselhos e treinamento suficientes para assumir o papel que terá que desempenhar? Terá ela conhecimento suficiente para lidar com estas crianças?"O roteiro tem textura própria e relevância graças a estes temas: pais, vida em família, o equilíbrio que as pessoas têm que ter entre a carreira e a vida doméstica. Mas não tenta oferecer soluções fáceis para estes dilemas modernos.

Durante a pré-produção, os cineastas passaram várias semanas procurando locações. Viajaram por vários subúrbios da cidade de Nova York à procura da casa de Jackie."O lugar tinha que ser perfeito", diz o desenhista de produção Stuart Wurtzel, "o tema central do filme é a diferença entre as duas casas — os dois mundos, os dois estilos de vida, nos quais as crianças são levadas para lá e para cá. Sabíamos que a casa de Jackie tinha que transmitir algo visualmente. Era necessário que desse a sensação de um lar tradicional e acolhedor de forma a contrastar com o apartamento de Luke, que tem um visual que espelha a nova vida de Luke como solteiro em uma cidade grande."Também queríamos que a casa de Jackie tivesse um jardim, de forma que pudéssemos mostrar as mudanças de estação e uma varanda que nos desse flexibilidade para diferentes áreas de filmagem. Também não queríamos que a casa parecesse rica, já que Jackie não trabalha mais e vive de sua poupança e do dinheiro que Luke lhe dá. Sua casa não podia ter opulência. Desta forma tínhamos muitas exigências. Depois de várias semanas não conseguimos encontrar o que queríamos e já planejávamos ir para Pensilvânia e Delaware, quando encontramos esta casa a meia hora da cidade de Nyack."A casa tem uma estrutura de dois pavimentos em estilo colonial, datada de 1960, com uma varanda e um charmoso jardim, e só seria usada para as cenas externas. Os cenários externos tinham interiores correspondentes, construídos dentro da National Guard Armory, em Brooklyns Williamburg, que os cineastas transformaram em estúdio de som.

A construção dos interiores foi iniciada baseada na seleção das casas para as cenas externas e quando encontramos a casa de Nyack, construímos o interior (o mesmo aconteceu com o apartamento de Luke). No momento que começamos a produção, já estava tudo pronto.As filmagens iniciaram no dia 22 de setembro em locações em Bedford Hills, Nova York, com as cenas da família andando a cavalo, quando Jackie (Sarandon) e seus filhos Anna (Jena Malone) e Ben (Liam Aiken) discutem suas atitudes perante Isabel, a namorada de seu pai. No dia seguinte, fizemos a cena no Central Park na qual Isabel (Roberts), uma fotógrafa que está muito ocupada fotografando roupas esportivas no Belvedere Castle, não presta atenção em Ben, de quem devia estar tomando conta e descobre, momentos depois, que ele desapareceu. A cena emocionante em que Luke (Harris) explica a Anna e Ben a razão de não mais viver com a mãe deles e seu envolvimento com Isabel foi feita no Central Park.Com estas cenas concluídas, a unidade seguiu para Bronxville, Nova York, para as cenas externas da escola de Anna e Ben, e depois para Nyack, para cenas externas da casa de Jackie.Na locação em Nyack, as câmeras de Columbus captaram o exterior da casa de Jackie no verão. De volta a Nova York, e depois de terminar as cenas no departamento de polícia no Central Park, onde Jackie ameaça Luke com uma ação na justiça pelo desaparecimento temporário de Ben, a unidade permaneceu no estúdio de som de Williamsburg. Lá, Columbus filmou várias cenas dentro da casa de Jackie. No cenário do apartamento, Columbus filmou a seqüência de abertura do filme na qual Isabel, de forma desajeitada, tenta arrumar Ben e Anna para irem ao colégio e as cenas quando Anna manda Isabel sair de seu quarto e quando Isabel lê uma história para Ben antes de dormir.Columbus também filmou a cena na cozinha do apartamento de Luke quando Isabel e Luke preparam a refeição, mostrando o bom relacionamento entre eles e o contraste entre suas formações e a maneira pela qual as crianças foram criadas por Jackie."Mostrar o contraste entre o novo lar de Luke e o lado de dentro da casa de Jackie foi minha maior preocupação ao desenhar o cenário", Wurtzel comenta sobre o apartamento. "Tínhamos que dar uma aparência que refletisse, apesar da presença de Isabel, que Luke é solteiro agora, ou pelo menos um homem solteiro com uma família. Tudo na cozinha é moderno, de aço ou cromado, o oposto da mesa de jantar rústica e dos objetos estilo country da casa de Jackie, onde há muitos tecidos xadrez e chintz."Para conseguir isso, usamos um visual urbano e polido em todo o apartamento. É espaçoso, limpo, mas espero que não tenha um visual frio. Na verdade, o quarto das crianças no apartamento dá o colorido e nos lembra as várias facetas da vida de Luke."Criar o contraste entre os dois mundos que o filme apresenta foi também um objetivo para o figurinista Joseph Aulisi."O desafio foi colocar as mulheres no contexto de seus ambientes e fazer com que a maneira como se vestem refletisse o que elas sentem.

A personagem de Julia, Isabel, tem um visual moderno e urbano. Utilizamos cores escuras para ela, em padrão monocromático, muito preto e cinza, materiais pesados como, couro e denim. Susan como Jackie, por outro lado, tem um visual mais caseiro, rural. Ela usa roupas de cores alegres, como terra, amarelo e verde e um casaco de suede marrom que adora."O que é interessante em termos de roupa é como elas revelam as mudanças ocorridas no personagem no decorrer do filme", diz Aulisi. "As vestimentas de Jackie vão ficando sem cor no decorrer da história, refletindo sua doença e ela usa roupas simples e largas que acentuam a perda de peso."As roupas de Isabel seguem outro padrão. Conforme se aproxima da família e é mais aceita pelas crianças, suas roupas ficam mais leves, literalmente. Ela começa a usar tons de verdes e avermelhados.Também tomamos cuidado com as roupas usadas pelas crianças."Chris não queria algo muito moderno. Queria algo contemporâneo, mas tradicional-contemporâneo e não funky-contemporâneo, e nós seguimos suas instruções."Durante o período que filmamos no estúdio de som no Brooklyn, Columbus fez duas importantes cenas de interior que ocorreram fora do apartamento e da casa. Uma foi a cena tensa entre Jackie e Isabel dentro do laboratório fotográfico de Isabel onde enfrentando a antipatia que sentem uma da outra, Jackie tem que engolir seu orgulho e pedir a Isabel que pegue as crianças no colégio sem revelar que seu problema de saúde é a razão de não poder fazer isso. Outra cena foi a consulta de Jackie no consultório do Dr. Sweikert, interpretado por Lynn Whitfield.

A equipe retornou às locações com o tempo ficando cada vez mais frio, destacando as mudanças de estação que aparecem proeminentemente no filme. Em Montclair, Nova Jersey, as fantásticas folhagens de outono proporcionaram a Columbus o cenário ideal para filmar uma seqüência de Halloween, na qual Jackie e seus filhos fazem brincadeiras. Ainda em Jersey, mas indo para a cidade de Morristown, Columbus filmou o jogo de futebol de Anna, uma seqüência na qual Luke treina o time, Isabel e Jackie discutem a personalidade irritadiça que Anna tem algumas vezes, e Ben se machuca no playground. De volta a casa em Nyack, onde as folhas de outono dão um ar de melancolia à atmosfera e assinalam a passagem do tempo, Columbus filmou o encontro entre Isabel e Jackie no qual a jovem informa a sua rival que sabe onde ela foi quando fez uma viagem secreta. A unidade então mudou-se para uma bonita taberna em Tappen, Nova York, para a cena emocionante entre Jackie e Luke, e outra na qual Isabel, emocionada, discute com Jackie sobre suas inseguranças no papel de mãe de seus filhos. De volta uma vez mais ao estúdio de som, Columbus filmou a seqüência dramática, na qual Jackie e Luke contam às crianças que Jackie está seriamente doente. Anna reage mal à notícia e fica zangada, mas uma mudança brusca de humor ocorre quando se desculpa e se une a Jackie e Ben para cantar a música Ain’t No Mountain High Enough, que termina com a mãe, filho e filha dançando alegremente pela casa.

Algumas cenas foram particularmente difíceis para Columbus, que tem a reputação de ser um mestre da comédia."De acordo com a regra, há muitas cenas cômicas", diz o diretor, "apesar de acreditar que a comédia verdadeira vem dos personagens e dos relacionamentos entre eles. Este filme é um drama, e meu objetivo foi manter tudo o mais real possível. Queria evitar qualquer tipo de palhaçada, qualquer coisa exagerada."Havia, é claro, toques cômicos por todo o roteiro, mas foi importante manter o humor orgânico. Tive que me afastar dos meus instintos cômicos, de usar a piada mais engraçada ou a cena mais cômica e manter o nível de realidade e naturalismo dos personagens e das situações."Esta filosofia serviu muito bem para Columbus, quando filmou várias cenas de confronto entre Isabel e Jackie, algumas emocionantes, outras de briga, mas sempre com grande carga emocional na medida que a animosidade entre elas se transforma em respeito e finalmente em admiração; entre Luke e Jackie quando discutem sobre Isabel; entre Isabel e a ressentida Anna; entre Isabel e Luke quando ela exige um compromisso, e entre todos os membros da família quando trocam presentes de Natal, na emocionante cena final.Columbus não tem palavras suficientemente elogiosas para qualificar os atores pelo excelente trabalho que fizeram nestas cenas."As duas atrizes incorporaram tão bem seus personagens, por tanto tempo, que tinham total controle em termos de técnicas dramáticas, força de personalidade e habilidade de comunicar delicadas e sutis emoções. Havia muita exigência física e emocional e elas usaram isso para engrandecer os personagens. Foi uma alegria dirigi-las."A colaboração de Ed Harris também foi inestimável. Me lembro de uma cena problemática, em que Luke pede Isabel em casamento, a qual não havia sido bem definida durante os ensaios. Na cena, conforme estava escrito, era um pedido tradicional de casamento. Julia teve a idéia de Ed dar-lhe, no lugar da aliança, um carretel de linha. Eu adorei a idéia e o que isso simbolizava. Mas o discurso que havia escrito para Ed não estava funcionando. No fim de semana anterior à filmagem da cena, Ed foi a um casamento em Chicago. Durante a recepção, inspirou-se e escreveu uma nova versão da cena num guardanapo de papel. Na segunda feira de manhã, me deu o guardanapo. O discurso era maravilhoso e foi usado no filme. É uma das cenas favoritas do público."As crianças também foram extraordinárias. Jena estava tão preparada que nunca precisei fazer mais do que duas ou três tomadas para conseguir a interpretação perfeita.E Liam, cujo trabalho no cinema estava limitado a papéis pequenos em pequenos filmes, ficou totalmente confortável com a câmera, nunca se intimidou pelo fato de ter 150 pessoas trabalhando e andando ao seu redor o tempo todo.

Depois de uma parada de duas semanas, a unidade retornou ao trabalho no dia 5 de janeiro de 1998, no bonito Wollman Rink no Central Park, para a cena na qual Isabel e Jackie assistem Anna e Ben patinando no gelo e discutem sobre o relacionamento entre Isabel e Luke.Uma seqüência de inverno também foi filmada na escola de Anna e Ben, em Bronxville, onde Anna fica chateada porque o garoto no qual está interessada faz pouco caso dela — uma situação que permite Isabel se aproximar da garota. A conversa subseqüente, na qual Isabel sugere como Anna deve agir para se reaproximar do rapaz, foi filmada dentro do Greenwich Village Cowgirl Hall of Fame, um restaurante mexicano na Rua 10.A alegre comemoração do dia de Ação de Graças no colégio de Anna e Ben, que destaca as crianças cantando This Land is Your Land, foi filmada em uma escola elementar de Larchmont. Na peça, Anna interpreta Betsy Ross e Ben aparece como um peru voador. A paixão de Anna, Brad, interpreta Paul Revere e seus colegas aparecem como outros personagens históricos e heróis populares.Esta seqüência deliciosa, com um turbilhão de cores, desenhos e crianças, foi um trabalho difícil para Wurtzel e para o figurinista Joseph Aulisi."Queríamos fazer a cena colorida e cheia de vida, mas nunca esquecemos que era uma produção de colégio", afirma Wurtzel. Utilizamos materiais como papel crepom, feltro, papier maché, que estão disponíveis para estudantes."Aulisi teve o mesmo cuidado com os figurinos. "Tivemos muito cuidado, criando um tipo de roupa, nunca muito justa, de forma a parecer que muitas das crianças tivessem simplesmente usado roupas emprestadas de seus pais. No fim, tivemos que alugar algumas coisas, fantasias de índios e Pilgrims e desenhamos e criamos a roupa de peru que Ben usou. Nunca perdemos o controle do visual. Sempre nos lembrávamos que estávamos dentro de um auditório de colégio."Esta seqüência foi seguida por outro episódio ambicioso, a filmagem de um comercial feita por Isabel, no elegante Washington Square Park, ambientado no final do século XIX. Durante a cena, uma briga entre Isabel e seu chefe se transforma em crise, forçando Isabel a reexaminar sua vida com Luke e seus sentimentos com relação ao papel de madrasta."É uma situação que todos nos anos 90 podem se identificar", diz Wendy Finerman. "A mãe que trabalha é uma realidade na maioria das famílias. É um tema importante da nossa história, o conflito entre a responsabilidade de cuidar da família e as obrigações do trabalho. A situação de Isabel certamente se aplica à minha vida. Sou uma mãe que trabalha fora e que tem três filhos. A verdade é que hoje não há um modelo tradicional de família."Eu acho que uma das coisas boas sobre este filme é que ele mostra que não há uma família perfeita e que nossa geração foi a primeira a entender e aceitar todos os tipos de situações familiares."Em uma das escolas que filmamos, eu reparei em um quadro de avisos com desenhos que os estudantes do segundo grau fizeram de suas famílias", continua Finerman. O incrível foi ver o quanto eram diferentes. Muitos mostravam situações normais, tradicionais, dois pais, dois filhos, uma casa e um cachorro. Mas havia muitos diferentes — uma mãe, um pai, uma madrasta e um padrasto, um meio-irmão, uma babá, uma meia-irmã vinte anos mais velha, duas casas ou apartamentos diferentes, irmãos de raças diferentes, pais do mesmo sexo, e outros. Você vê que a formação da família está mudando e se expandindo hoje em dia. O que antigamente era apropriado para uma criança com relação à família não é mais um modelo sagrado, e isso é algo que abordamos no filme."Com o fim da comemoração do Dia de Ação de Graças e da filmagem na Washington Square, a unidade retornou ao estúdio de som pela última vez para completar o trabalho na casa de Jackie. Lá, o ciclo das estações apresentado no filme foi concluído.Com esta seqüência pronta, a fotografia principal chegou ao fim e a produção terminou no dia 23 de janeiro de 1998.

****Entre minhas atrizes favoritas.






Sete vidas é um filme emocionante, com um tema preocupante nestes dias de pós modernidade, onde valores totalmente invertidos permeiam nossas vidas.

Começa com Ben (Will Smith), uma pessoa atormentada atormentando outras pessoas, em princípio pensamos que ele é apenas um cara chato, daqueles insuportáveis que encontramos em nossas vidas e que dá vontade de mandar para diversos lugares...



Com o desenrolar do filme tomamos ciência da dura realidade, Ben está testando pessoas para lhes dar um presente! E cada um que é julgado digno recebe sua"doação"...

A pouco tempo atrás, em um acidente de carro, Ben mata a esposa e mais seis inocentes tudo por causa de uma olhadinha no "celular" para conferir informações sobre seu trabalho, serviço diga-se de passagem, que vem atrapalhando sua vida conjugal, pois seu relacionamento familiar sempre vem depois do trabalho...



Em busca de redenção, ele começa a procurar sete pessoas e roubando a insignia federal de seu irmão consegue entrar na vida delas sem causar suspeitas e verificar se são dignas da ajuda ou não...






Sua ajuda é a doação do órgão que a pessoa considerada digna necessita...O alerta foi dado neste filme, em um momento onde não temos tempo para nossas famílias e para as coisas realmente importantes da vida, o que é mais importante?O trabalho é para a família ou a família é para o trabalho?A quem você dedica mais tempo?




Sete pessoas tem seus nomes inscritos em uma lista, o que eles tem em comum é o fato de todos terem chegado a um momento decisivo em suas vidas em que precisam desesperadamente de ajuda- financeira, espiritual ou médica- e, sem que eles saibam, também o fato de cada um deles ter sido escolhido por Ben para ser parte do seu plano de redenção. Mas Emily Posa (Rosario Dawson), uma paciente cardiopata cheia de vida, é quem trava suas engrenagens ao fazer a única coisa que Ben julgou impossível – aproximar-se dele – e quem vira ao avesso a sua visão do mundo e do que é possível.




TÍTULO DO FILME: DANÇA COM LOBOS (Dances with Wolves, EUA, 1990)DIREÇÃO: KEVIN COSTNER.

ELENCO: ****Kevin Costner, Mary McDonnell, Grahan Greens, Rodney Grant, Floyd Red, Crow Westerman; 180 min.

TEMÁTICA: John Dubar, tenente da União, foi condecorado por bravura durante a Guerra de Secessão.Esgotado com a guerra e com os valores da sociedade, retira-se da Tennessee urbana para um forte isolado no Sioux, em 1863, convivendo harmoniosamente com a tribo indígena. Geralmente acompanhado de seu cavalo Cisco e de um lobo com quem faz amizade, passa a ser chamado de "Dança com Lobos", pelos peles-vermelhas.Apesar de tudo, Dunbar não consegue evitar a expansão colonialista do branco.

CONTEXTO HISTÓRICO: o filme retrata a relação colonialista do branco sobre territórios indígenas da América do Norte no contexto da Guerra de Secessão.

O expansionismo dos Estados Unidos em direção ao Oeste deu-se através de negociações (compra de imensos territórios), de guerras, destacando-se a Guerra do México, que entre 1845 e 1848 incorporou cerca de 50% do território mexicano ao país, e do aniquilamento das tribos indígenas.

No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado eram representados pelo trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.Em 1860 a vitória nas eleições presidenciais do republicano Abraham Lincoln inicia um movimento no sul separatista, que decidiu pela criação dos "Estados Confederados da América".

Iniciava-se assim em 1861 a Guerra de Secessão, também conhecida como "Guerra Civil dos Estados Unidos", que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos. Enquanto o sul possuía apenas 1/3 dos 31 milhões de habitantes do país e somente uma fábrica de armamentos pesados, o norte já contava com um sólido parque industrial, uma vasta rede ferroviária e uma poderosa esquadra. Mesmo com esse contraste totalmente desfavorável, foi o sul que lançou a ofensiva, criando uma nova capital -- Richmond -- e elegendo para o governo Jefferson Davis, que a 12 de abril de 1861 atacou o forte de Sunter.

Para fortalecer o modelo nortista, nesse mesmo Lincoln extinguiu a escravidão nos Estados rebeldes e prosseguiu incentivando o expansionismo, através da promulgação do Homestead Act, que fornecia gratuitamente 160 acres a todos aqueles que cultivassem a terra durante cinco anos.

A abolição efetiva da escravidão só ocorreu em 31 de janeiro de 1865. Após cerca de três meses, o general sulista Robert Lee oficializava o pedido de rendição ao general nortista Ulisses Grant. Alguns dias depois o presidente Abraham Lincoln era assassinado pelo fanático ator sulista John Wilkes Booth.

Vencedor de 9 Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Som. Um grande sucesso de bilheteria que marcou o retorno dos faroestes norte-americanos.
****Entre meus atores favoritos.

Gênio Indomável


Em 1997, dois roteiristas estreantes, de apenas 27 anos e 25 anos, conseguiram algo que muitos veteranos cobiçam: foram premiados com o Oscar de Melhor Roteiro por "Gênio Indomável".

Os autores da façanha são Matt Damon e Ben Affleck, que também atuam no filme, interpretando amigos de infância.

A amizade não se restringe às telas. Eles se conhecem desde criança.

Quando Damon cursava Literatura na Universidade de Harvard, surgiu o embrião do projeto, a partir de um trabalho que havia preparado para uma aula de inglês. Mais tarde, Ben Affleck sugeriu transformar o trabalho em roteiro.

Quando procuravam um produtor para o filme, o ator ****Robin Williams leu a história, se encantou e decidiu participar da produção.

O gênio indomável do título é o jovem órfão Will (Matt Damon), faxineiro do M.I.T. (Massachussets Institute of Technology). Sem nunca ter freqüentado uma universidade, ele resolve complexos problemas matemáticos que estudiosos levaram anos para decifrar. Ao invés de se dedicar aos estudos, no entanto, prefere desperdiçar seu talento em bebedeiras e brigas com os amigos de infância. Em uma de suas confusões, vai parar na cadeia.

Depois de conseguir a liberdade, o rebelde deve freqüentar sessões de psicoterapia. É assim que Will conhece Sean Maguire (Robin Williams), o psiquiatra que o fará analisar seu comportamento e questionar seus valores, auxiliando-o em suas escolhas.

Durante o processo terapêutico, Will acaba se envolvendo com Skylar (Driver), uma rica estudante de medicina de Harvard, o que o deixa mais confuso.
****Entre meus atores favoritos.

Trilha sonora filme: Falando de amor



Whitney Houston e Angela Bassett são as estrelas deste divertido e tocante filme sobre quatro mulheres que encontram forças na forte amizade que as une. Savannah, Bernardine, Robin e Gloria estão todas em busca do Amor Verdadeiro. Bernardine achava que tinha encontrado a felicidade, até que seu marido a deixou por outra mulher. Savannah e Robin são bem sucedidas em suas carreiras, mas suas vidas amorosas são um fracasso. E a divorciada Gloria está de volta à parada flertando com seu novo e muito interessante vizinho. Baseado no livro best-seller de Terry McMillan, e com o super sucesso musical ****"Exhale [Shoop Shoop]", Falando de Amor é um filme que você e suas amigas esperavam!
****Entre minhas músicas favoritas.

Sentindo que chegou a hora de mudar de vida, a Dra. Kate Forster (SANDRA BULLOCK) deixa Illinois, onde morava numa área afastada e onde completou a residência, para trabalhar num movimentado hospital em Chicago. O que reluta em deixar para trás é a bela casa que alugava — espaçosa e artisticamente desenhada, com janelões que se abrem para um lago plácido. Um lugar em que podia sentir seu verdadeiro eu. É uma manhã de inverno em 2006. Na partida, Kate deixa um bilhete na caixa de correio para o próximo inquilino, pedindo que encaminhe a ela a correspondência e dizendo que as inexplicáveis marcas de patas na porta da frente já estavam lá quando ela se mudou. Quando o novo inquilino chega, vê um quadro bem diferente. Alex Wyler (KEANU KEANU REEVES), um arquiteto talentoso e frustrado, que trabalha numa construção próxima, encontra a casa bem maltratada: suja, empoeirada, coberta de ervas daninhas. E sem qualquer sinal de marcas de patas. A casa possui um significado especial para Alex. Em tempos mais felizes, foi construída por seu distante pai (CHRISTOPHER PLUMMER), arquiteto renomado que sacrificou a vida familiar em função da profissional. Alex sente-se em paz ali agora e se compromete a devolver à propriedade sua beleza original. Não dá atenção ao bilhete de Kate até que, dias depois, pintando o píer maltratado pelo tempo, vê um cachorro perdido pisar na tinta fresca em direção à entrada da casa, deixando marcas de patas exatamente onde Kate tinha descrito. Intrigado, Alex escreve a Kate, dizendo que a casa estava vazia antes de ele chegar, sem entender como ela poderia saber do cachorro. Kate, que partira uma semana antes, imagina que ele esteja de brincadeira e responde: Só por curiosidade, que dia é hoje aí? 14 de abril de 2004. Não, diz ela. É dia 14 de abril de 2006. O mesmo dia, com dois anos de diferença. Mas isso é possível? À medida que Kate e Alex continuam a se corresponder, eles confirmam que, apesar de isso ser inacreditável, impossível, estão vivendo em anos diferentes... ambos lutando contra decepções do passado e tentando refazer a vida. Unidos por este estranho fato, a cada semana se abrem mais um com o outro – dividem segredos, dúvidas e sonhos, e acabam se apaixonando. Determinados a superar a distância que os separa e finalmente desvendar o mistério por trás dessa relação extraordinária, desafiam o destino marcando um encontro. Mas, ao tentarem unir seus mundos distintos, podem correr o risco de se perderem para sempre.

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